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Energia solar na mira da ANEEL

A matéria-prima mais abundante deste país tropical, o sol, está na mira dos que querem taxar até mesmo um recurso natural e inesgotável. Durante muito tempo desperdiçada por aqui, a energia solar, finalmente, começa a despertar o interesse tanto de empreendedores quanto de consumidores, exaustos de pagar por uma tarifa altíssima pelo fornecimento de energia elétrica.

Aos poucos, os consumidores começaram a se dar conta de que poderiam usufruir de uma energia limpa, abundante e barata. Os investidores no setor também viram aí uma boa oportunidade para ganhar dinheiro. E as placas que transformam o astro rei em energia passaram a se multiplicar. Foi o suficiente para que as distribuidoras de energia elétrica crescessem os olhos ao perceberem que estavam perdendo receita e que poderiam vir a perder muito mais no futuro.

A Agencia Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), por outro lado, em vez de estimular o uso de uma fonte renovável de energia, quer reduzir subsídios para quem tem sistemas de energia solar. Ora, é comum os níveis dos reservatórios baixarem a níveis preocupantes a cada episódio de estiagem no Brasil, fazendo com que o país passe a fazer uso das termelétricas, encarecendo significativamente a conta no final do mês.  Assim, o natural seria incentivar o uso de um recurso que existe disponível praticamente o ano inteiro, já que vivemos em um país tropical.

A norma atual garante uma redução que varia de 80% a 90% nas contas de luz dos consumidores que instalam as placas em suas casas, um investimento que costuma variar entre R$ 15mil  e R$ 25 mil. Depois disso, a conta reduz drasticamente porque passa a vigorar o consumo líquido, que corresponde à diferença entre o que foi gerado e o que foi consumido. Quem gera mais do que consome paga somente uma taxa de disponibilidade da rede.

Ia tudo muito bem, mas a ANEEL planeja rever essa norma já a partir do próximo ano. Mais uma vez, as agências reguladoras do governo ficam contra o consumidor.