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Turismo em baixa

Passados dois meses dos primeiros sinais de óleo nas praias nordestinas, o problema causado pelo derramamento do petróleo bruto no litoral brasileiro só aumenta, atingindo as praias e populações ribeirinhas à medida que as ondas se espalham  sobre a areia.  De início, o governo não deu muita importância ao problema e demorou mais do que devia para tomar providências.

Agora, os danos causados pelo desastre ambiental assumiram proporções imensas. Além do imensurável prejuízo ambiental, há também o econômico. Estamos chegando ao fim do ano e às férias escolares, quando as praias do Nordeste costumam ficar lotadas de turistas em busca das águas mornas e limpas do nosso litoral, movimentando toda a cadeia do turismo, que inclui hotéis, restaurantes, lojas e transportes urbanos. Quem vai querer ir para uma praia em que não se pode pisar a areia branca ou molhar os cabelos na água azul do mar?

Por outro lado, os pescadores também estão sofrendo com a contaminação das águas, que afeta os pescados. O governo federal já proibiu a pesca de três espécies de camarão – o rosa, o branco e o sete barbas – na divisa do litoral do Piauí com o Ceará. Apesar de o governo já ter autorizado o aumento do prazo para o pagamento do seguro defeso, as pessoas que dependem da pesca ficam no prejuízo. Primeiro, não se sabe ainda por quanto tempo essas manchas de óleo permanecerão no mar e, consequentemente, por quanto tempo eles ficarão proibidos de pescar. Os próprios consumidores, com justificada razão, estão temerosos de consumir os pescados enquanto não tiverem a certeza de que os animais estão livres da contaminação.

O cardápio das festas de fim de ano, certamente, ficará mais pobre este ano, sem as delícias do mar.