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78 municípios piauienses podem desaparecer do mapa

Entre as medidas apresentadas ontem pelo governo federal  para ajudar a sanar as contas públicas e tornar o Estado brasileiro viável, uma vai trazer impacto direto para o mapa do Piauí. O pacote propõe a extinção de municípios com menos de 5 mil habitantes e arrecadação própria inferior a 10% da receita total. Aqui no estado, 78 municípios possuem menos de 5 mil habitantes, muitos deles com pouco mais de 2 mil e o menor deles, Miguel Leão, com apenas 1.250.

De fato, houve um descontrole total na criação de novos municípios pelo país inteiro, dando origem a cidades sem a mínima condição de autosustentação. Boa parte desses municípios não possui arrecadação própria e vive apenas das transferências dos repasses da União, a exemplo do Fundo de Participação dos Municípios.

A ideia é que, nesses casos, os municípios inviáveis do ponto de vista econômico devem ser acoplados a municípios maiores que estejam próximos. Ou seja, muitos que dos que foram desmembrados, voltarão à sua antiga origem. O governo está certo. Não tem por que haver um município sem condições para que funcione como um ente federativo autônomo, com capacidade de gerar receita, emprego e oferecer serviços e infraestrutura de qualidade à população, mas apenas para atender a interesses políticos locais.

No caso do Piauí, alguns municípios bem conhecidos poderão perder a sua condição, como o caso de Santa Cruz dos Milagres, famoso pelo santuário religioso. Entram também na lista dos municípios ameaçados de extinção, entre outros : Cocal de Telha, Eliseu Martins, Coronel José Dias, Guaribas, Jerumenha, Várzea Grande, Domingos Mourão, Riacho Frio e Sebastião Leal. Como se vê, a briga vai ser feia para que os políticos não percam a liderança e o poder que exercem sobre esses lugares.