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Servidor não pode pagar a conta por má gestão

O Plano Mais Brasil apresenta uma série de medidas importantes para que a União, Estados e Municípios alcancem o ajuste fiscal e possam ter dinheiro em caixa para os necessários investimentos em obras de infraestrutura. A melhor distribuição de recursos arrecadados com impostos entre os entes federativos é uma delas. É nos municípios que as pessoas vivem e onde frequentam escolas, postos de saúde e descartam seu lixo. Portanto, nada mais justo que recebam um  aporte maior dos impostos coletados pela União.

No entanto, há um ponto preocupante. O que permite o disparo do gatilho quando os Estados estiverem em crise financeira, e que os autoriza a reduzir a carga horária do servidores em 25%, com a consequente redução salarial na mesma proporção.

Ora, não é justo que os maus gestores percam o controle das finanças, gastando de forma irresponsável, e os servidores paguem a conta por isso. O trabalhador planeja seu orçamento doméstico baseado no seu salário, não é admissível que, para resolver um problema criado pelo gestor de plantão, ele se veja com um quarto do salário reduzido. Com essa medida, o Estado conserta suas finanças e desarranja a de milhares de trabalhadores que têm compromissos firmados com a prestação da casa, do carro, a escola dos filhos, o plano de saúde e outras despesas previstas com base no seu salário de origem.

Quando o ministro Paulo Guedes declarou que não havia ponto inegociável junto ao Congresso, talvez já estivesse prevendo que este é um deles. Os parlamentares que votarem a favor dessa possibilidade estão comprando uma briga sem tamanho com os servidores e suas famílias. Será se estão dispostos a  pagar para ver?