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Só 13% dos municípios piauienses possuem aterro sanitário

A coleta e destinação adequada do lixo é um dos sinais de desenvolvimento que implicam diretamente a qualidade de vida da população. No Piauí, ainda temos muito a fazer nessa área.  A última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) divulgada pelo IBGE mostra que o Piauí tem o maior indicador de falta de esgotamento sanitário no país e o segundo maior de ausência de coleta de lixo. Teresina, a capital do Estado, lidera o ranking tanto da falta de esgotamento sanitário como da ausência de coleta de lixo, quando comparada com as demais capitais brasileiras.

O Ministério Público Federal, por meio do Projeto Lixo Legal, realizou um levantamento entre os municípios piauienses e obteve dados reveladores, que encontram-se disponíveis no site do órgão. Dos 224 municípios piauienses, 126 não possuem licenciamento ambiental da área destinada à disposição final de resíduos sólidos urbanos. 79 afirmaram não possuir o Plano Municipal de Gerenciamento de Resíduos Sólidos.

Um dado que merece especial preocupação é o de que 70% dos municípios ainda convivem com o lixão, uma destinação inadequada para os resíduos sólidos.  Por lei, eles deveriam ser extintos, a princípio, até 2014, mas depois esse prazo foi prorrogado até o ano de 2021, daqui a dois anos, portanto. Mas, por enquanto, apenas 12% dos municípios piauienses afirmam possuir aterro controlado e somente 13% declaram possuir aterro.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos estabelece que o manejo do lixo urbano deve trabalhar, por ordem, a sua redução, reutilização, reciclagem, tratamento e disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos. Uma realidade ainda bem distante da nossa.