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Partido da Bala

 

Depois de usar o gesto do dedo apontado para o gatilho como estratégia de campanha, o agora presidente Jair Bolsonaro vai mais longe na sua apologia às armas e está fundando um partido cujo número de legenda é 38. Nada mais simbólico do que a analogia feita ao calibre com que Bolsonaro pretende conduzir a sua política.

Não bastasse a numerologia balística, o painel exibido com o nome do novo partido “Aliança pelo Brasil” foi todo montado com cartucho de armas de grosso calibre. O que se pode esperar de um partido que usa a arma de fogo como símbolo de identidade? É de fato, ameaçador. Em um partido político, onde deveriam prevalecer o diálogo e a argumentação -  armas por excelência do regime democrático -  o que se vê é o poder destruidor das armas de fogo. No mínimo, preocupante!  

 

Protesto contra a expansão do horário bancário

 

Os bancários de Teresina realizam uma manifestação hoje contra a Medida Provisória editada pelo Governo Federal que estende a jornada de trabalho dos bancários, permitindo a abertura das agências aos finais de semana. O sindicato da categoria decidiu retardar a abertura das agências do Banco do Nordeste e do Bradesco nesta sexta-feira, em sinal de protesto.

Pela MP, apenas os bancários que exercem a função de caixa permanecem com a carga horária de 6h, os demais terão que trabalhar 8h. Hoje, todos os bancários, independente da função que exercem, possuem jornada de 6h. A categoria diz que a atual jornada é resguardada pela convenção coletiva e acordo coletivo de trabalho.

As relações de trabalho e de produção estão mudando. Por um lado, é extremamente confortável para os clientes contarem com o funcionamento das agências bancárias aos sábados, como acontece nos Estados Unidos, por exemplo. Mas é necessário que essa ampliação do horário venha acompanhada dos devidos direitos trabalhistas, como pagamento de hora extra ou mesmo a contratação de novos trabalhadores para que não seja apenas uma sobrecarga para os atuais empregados no setor.

A Medida Provisória (MP) é um instrumento com força de lei, adotado pelo presidente da República, em casos de relevância e urgência. Produz efeitos imediatos, mas depende de aprovação do Congresso Nacional para transformação definitiva em lei. Seu prazo de vigência é de sessenta dias, prorrogáveis uma vez por igual período. Se não for aprovada no prazo de 45 dias, contados da sua publicação, a MP tranca a pauta de votações da Casa em que se encontrar (Câmara ou Senado) até que seja votada. Neste caso, a Câmara só pode votar alguns tipos de proposição em sessão extraordinária.