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A Reforma do Piauí

Depois do governo federal, agora é a vez de Estados e Municípios arrumarem a casa com relação ao déficit previdenciário. O problema é o mesmo de norte a sul do país: por causa da inversão da pirâmide etária, tem menos gente contribuindo para um número cada vez maior de aposentados e, com isso, a conta não fecha, causando um rombo nas contas públicas que aumenta progressivamente.

Embora o PT tenha se manifestado contra a Reforma da Previdência no Congresso, o governador Wellington Dias, ciente da dificuldade de administrar um rombo que chega a R$ 1 bilhão por ano, tratou de encaminhar o projeto para a Reforma da Previdência aqui no Piauí. Mas faz questão de dizer que, no caso do Piauí, “ o regramento será mais leve”. No entanto, o Estado pretende manter a mesma idade mínima definida pelo governo federal, ou seja, 65 anos para homens e 62, para mulheres.

O texto já chegou à Assembleia Legislativa e, se aprovado, como se espera, deve gerar uma economia de, pelo menos, R$ 200 milhões por ano, quando entrar em vigor.

No caso da Prefeitura de Teresina, o prefeito Firmino Filho diz que vai deixar a tarefa para seu sucessor, usando como argumento a condição de superávit de que o Instituto de Previdência do Município mantém hoje. Segundo ele, o IPMT dispõe de um patrimônio de cerca de R$ 800 milhões, e mais R$ 600 milhões em aplicações no mercado financeiro. Mas reconhece que, pelo mesmo motivo citado no início desse texto, com mais gente dependendo da previdência, o município também precisará de novas regras para evitar ficar com as contas negativas.

Independente das reformas nos três níveis da federação, o melhor mesmo é o trabalhador investir em um regime de previdência privada desde o primeiro salário recebidoebe, porque o atual modelo tende a ficar cada vez mais frágil.