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As novas resoluções do TSE para as eleições 2020

O Tribunal Superior Eleitoral já começou a trabalhar de olho nas eleições municipais do próximo ano. Ontem, o plenário da Corte aprovou as quatro primeiras resoluções a serem adotadas em 2020 com vistas ao pleito de outubro.

Uma delas diz respeito à realização de pesquisas de intenção de voto. A partir de primeiro de janeiro do próximo ano, elas só poderão ser feitas mediante o preenchimento de um sem número de informações junto ao TSE. Também não poderá ser excluído do questionário nenhum nome cujo registro de candidatura ainda esteja pendente de aprovação pelo Tribunal Eleitoral.

O TSE ampliou ainda a possibilidade de fiscalização e auditoria no processo, com a permissão do acompanhamento de entidades como Conselho Nacional de Justiça, Tribunal de Contas da União, Forças Armadas e Institutos  Estaduais de Criminalística. Nesse caso, a preocupação é com a transparência e lisura do processo de votação eletrônica, afastando os rumores que aparecem todas as eleições de que não há como atestar a segurança das urnas.

Nessa mesma linha, as resoluções aprovadas ontem detalham os modelos de lacres dos envelopes padronizados pela Justiça Eleitoral para garantir a inviolabilidade das urnas e das mídias a serem utilizadas nos equipamentos, garantindo mais segurança.

Com o clima de polarização e de ânimos acirrados que tomou conta do país, todo cuidado é pouco com o processo de votação. Os partidários apaixonados querem só um pretexto para questionar a eleição e levá-la para a justiça caso seus escolhidos não sejam eleitos. Está certo, pois, o TSE em cercar-se todos os cuidados.