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Conflito no Oriente Médio sobra para consumidor brasileiro

O presidente do sindicato dos proprietários de postos de combustíveis, Alexandre Cavalcante, adiantou ontem ao programa Revista Cidade Verde que o aumento no preço do álcool e da gasolina nas bombas é inevitável e não deve demorar. Como já é sabido, o preço dos combustíveis no Brasil está atrelado à cotação internacional do barril do petróleo, que subiu desde que os Estados Unidos mataram o general iraniano Qasem Soleimani.

Com o alta do petróleo lá fora, o preço sobe também nas refinarias e distribuidoras e acaba sobrando para o consumidor. Alexandre Cavalcante disse que não podia adiantar de quanto seria o aumento, mas revelou que não deve demorar porque, segundo ele, quando aumenta o preço nas refinarias, esse reajuste leva uns três a quatro dias para chegar às bombas.

O Presidente Jair Bolsonaro chegou a declarar que o brasileiro não seria afetado pelo aumento no preço do petróleo e sugeriu aos governadores que diminuíssem o valor do imposto cobrado sobre os combustíveis em seus respectivos estados. Aqui no Piauí, a alíquota que incide sobre a gasolina é de 31%, um valor absurdamente alto para um produto que já custa caro e que é essencial para a economia. Mas o governo do Piauí nem pensa em abrir mão desse imposto, que rende R$ 1 bilhão por ano e corresponde a um quarto do valor total arrecadado pelo Estado.