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Inflação acima da meta não tira ânimo dos economistas

A inflação oficial do ano de 2019, medida pelo IPCA, Índice de Preços ao Consumidor, foi de 4,31% , acima do centro da meta estabelecida pelo governo, que era de 4,25%. A tolerância é de 1,5 ponto percentual. Em 2018, a inflação ficou em 3,75%.

Esse discreto aumento se deu, principalmente, por um fator ocasional, que foi o aumento no preço da carne, ocasionado pela explosão de consumo do mercado chinês. Com o aumento da exportação da carne bovina brasileira, o produto ficou mais raro no mercado interno e, consequentemente, mais caro, seguindo a lei da oferta e da procura.

Além da carne vermelha, outros itens pesaram neste final de ano no cálculo da inflação, como o feijão carioca e as apostas lotéricas. A tendência é que, agora no início do ano, o preço da carne se ajuste, levando a expectativa de uma inflação menor no final de 2020.

Com esse cenário, o consumidor brasileiro vai ganhando mais confiança para comprar. É o que comprova a pesquisa de consumo e endividamento divulgada ontem pela Confederação Nacional do Comércio, que apontou que 65,6 % das famílias brasileiras estão endividadas. Mas isso não chega a ser motivo de preocupação, segundo o relatório da CNC, porque trata-se de um consumo responsável. E coincide com a retomada, ainda que discreta, do nível de emprego no país.

Somando tudo, há motivos para começar o ano com certo otimismo. Este também é o raciocínio do Secretário de Fazenda do Estado, Rafael Fonteles. Ou seja, se a política ou algum fato externo não atrapalhar o andar da carruagem, temos tudo para acreditar que este ano não será igual aquele que passou. Será bem melhor.