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Enfim, de volta para casa

Demorou muito até que o presidente da República, Jair Bolsonaro, tomasse a decisão de repatriar os brasileiros que se encontram confinados na China por causa do isolamento determinado pelo governo chinês em razão do novo coronavírus. São filhos da pátria amada Brasil, tanto quanto qualquer outro brasileiro e, portanto, mereciam o cuidado e a preocupação do presidente em um momento tão delicado.

A insensibilidade governamental, porém, procurou todas as desculpas possíveis, como orçamento, lei, negociação diplomática, até que se curvasse à necessidade de trazer de volta os brasileiros. Foi preciso que a comoção nacional mobilizasse as redes sociais e a mídia para que o presidente, enfim, tomasse a decisão de trazê-los de volta. Outros países já haviam tomado essa medida bem antes, preocupados com os seus cidadãos.

Bolsonaro chegou a dizer que “por causa de uma única família não iria por em risco todos nós aqui.” Uma única família importa, e muito, senhor presidente.  Não existem brasileiros mais ou menos importantes. Somos todos iguais perante a lei. E se fosse a família do presidente? O vídeo publicado ontem no youtube com os brasileiros pedindo para voltar e se oferecendo voluntariamente para entrar em quarentena tocou o coração de todo mundo.

Para se ter uma ideia da gravidade do problema, já são mais de 17 mil casos confirmados e 361 mortes, 350 só na província de Hubei.