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Dia de luto na imprensa piauiense

Foto da Redação da Revista Cidade Verde

O jornalista Ubiracy Saboia, carinhosamente chamado de Bira, sempre foi o cara legal da turma, aquela figura boa praça que se dava bem com todo mundo, não cultivava arestas e estava sempre de bom humor. Sorridente, gentil, atencioso, passou por várias redações de Teresina: TV Clube, Diário do Povo, Revista Cidade Verde, até criar o próprio veículo: o blog do Bira, no qual tratava de assuntos políticos, uma das paixões que cultivou na vida profissional.

Filho de outro lendário jornalista, Pires de Saboia, Bira seguiu os mesmos passos do pai. A figura franzina e ágil iluminava os olhos quando puxava um debate político, tema da sua predileção. Paixão maior, só mesmo pela filha Tarsila, razão da sua existência.

Bira foi nosso colega na redação da Revista Cidade Verde, onde sempre chegava com um sorriso e uma palavra atenciosa. Desde o ano passado, ele enfrentava um tratamento contra um câncer agressivo, que começou no reto e acabou se espalhando para outros órgãos. Hoje de madrugada, já cansado, o corpo de Bira não resistiu e descansou Um bom companheiro, que vai deixar saudade aqui e completar a festa no céu, junto com o pai. A semana começa triste na imprensa piauiense.

Reforma Administrativa

Mais uma semana de expectativa no Congresso pela chegada da aguardada proposta da Reforma Administrativa que, junto com as reformas da previdência e tributária, forma o tripé indispensável para destravar o crescimento econômico do Brasil. Mas se a aprovação do texto é difícil, nem mesmo a sua chegada à Câmara é tida como certa. Por mais de uma vez, o presidente Jair Bolsonaro mostrou-se hesitante com relação ao envio da matéria para ser apreciada pelos parlamentares.

A Reforma Administrativa mexe com direitos adquiridos e alguns privilégios, inclusive de apoiadores do presidente. Mexer com o funcionalismo público traz um desgaste natural que Bolsonaro não quer ter que arcar agora.

Além do mais, há uma outra reforma na fila de espera, a tributária. Esta, sim, deve receber atenção prioritária, não só do gabinete presidencial, como dos deputados. E dificilmente o Parlamento irá aprovar duas reformas constitucionais em um mesmo semestre. Isso porque no segundo semestre teremos eleições municipais e os deputados estarão mais preocupados em dar assistência às suas bases eleitorais, já de olho na reeleição de 2022.