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Firmino diz que, se a crise não for contida, municípios poderão atrasar a folha de pessoal

O pico do coronavírus ainda não chegou ao Brasil e estima-se que a crise deva durar de dois a três meses, tempo suficiente para comprometer não só o sistema de saúde pública como a economia do país. A suspensão gradativa das atividades comerciais, em maior ou menor escala, compromete seriamente a arrecadação de impostos, que é a base do dinheiro que circula e que é repassado aos estados e municípios por meio do FPE e FPM.

O prefeito Firmino Filho, que é professor de economia e um apaixonado pelo tema, considera que as expectativas são sombrias. Ele compara a atual crise à de 1929, quando o mundo sofreu a Grande Depressão. Na avaliação dele, se o Brasil não conseguir diminuir a curva de evolução da covid-19, a paralisação do comércio, indústria e serviços vai levar à uma recessão que pode fazer com que o ano de 2019 – o do pibinho – seja lembrado com saudades.

No pior cenário, prevê ele, a queda no FPM será tão brutal que muitos municípios brasileiros não terão sequer condições de pagar a folha de pessoal. Sem dinheiro, muitas famílias não terão como se alimentar. As empresas, por sua vez, poderão perder tanto dinheiro que serão levadas a promover demissão em massa. Infelizmente, não se trata de alarmismo. Ontem, uma grande rede de cinemas nacional já colocava em prática um plano de demissão voluntária para seus funcionários.

As indústrias de entretenimento e do turismo foram as primeiras a serem atingidas, já que em um ambiente de crise as pessoas estão sendo aconselhadas a só saírem de casa em situações de extrema necessidade, como já está ocorrendo na Itália, França e Espanha. Firmino Filho diz que o governo federal precisa tomar medidas severas e imediatas de socorro às empresas, assim como fizeram os Estados Unidos, do contrário teremos um país devastado por uma recessão sem precedentes, com Estados e municípios quebrados, serviços públicos comprometidos pela falta de pagamento e empresas fechando as portas e colocando milhares de trabalhadores na rua.