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INSS submete idosos a aglomeração para serem atendidos por perícia médica

A imagem acima, registrada por mim hoje cedo, em frente  à Agência da Previdência Social da Avenida João XXIII, na zona leste de Teresina, mostra o descompasso entre os órgãos do governo federal. Enquanto o Ministro da Saúde tem dito, reiteradamente, que os idosos precisam se manter em isolamento domiciliar porque fazem parte do grupo de risco, o INSS submete pessoas idosas à concentração nas portas das poucas agências que ainda funcionam em Teresina para o serviço de perícia médica.

No início deste ano, o atendimento à perícia médica foi fechado nas agências sul, norte e na Praça Pedro II, ficando restrito à da Rua Areolino de Abreu e à da Avenida João XXIII. O problema maior é que no interior esse serviço praticamente inexiste e doentes, muitos deles idosos, de vários municípios do Piauí, se obrigam a viajar até a capital para serem atendidos.

A solicitação da perícia é feita por pessoas já normalmente doentes e debilitadas e, portanto, mais vulneráveis a contrair doenças. Ao se submeterem a longas viagens e, depois, a aglomerações do lado de fora  e dentro das agências, ficam expostas a um risco maior, justo no momento em que o Brasil vive uma pandemia da covid-19.

Qual a orientação que prevalece: a sensata voz do Ministro da Saúde, um médico que vem se empenhando para que o Brasil sofra o mínimo possível com as consequências do novo coronavírus ou a insensibilidade dos órgãos que ainda não entenderam a gravidade do problema?