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Prejuízos na área do turismo já chegam a R$ 2,2 bilhões, depois do coronavírus

O setor de turismo e hotelaria é um dos mais afetados até o momento pela pandemia do novo coronavírus. Com a proibição da circulação de pessoas e até mesmo o fechamento de fronteiras na Europa e em vários países do mundo, as companhias aéreas, hotéis e toda a cadeia da indústria do turismo sofreram um esvaziamento sem precedentes. A mesma coisa acontece aqui também no Brasil, com o cancelamento de praticamente todas as viagens que já estavam agendadas.

A medida é necessária para conter a propagação do vírus que se alastra a uma velocidade assustadora. E os prejuízos no setor já começam a ser sentidos fortemente. A Confederação Nacional do Comércio – CNC – enviou um ofício ao Presidente Jair Bolsonaro apresentando os números de perdas acumuladas até agora. E eles são preocupantes.

A estimativa da CNC é de que só nesta primeira quinzena de março as receitas encolheram 16,7% em relação ao mesmo período do ano passado, acumulando um prejuízo, até o momento, de R$ 2,2 bilhões. Ainda segundo a CNC, a cada queda de 10% no volume de receitas do turismo, o nível de emprego no setor é impactado negativamente em 2%. Um potencial que aponta para perdas, até agora, de 115,6 mil postos formais no turismo.

Diante desse cenário, a CNC propões algumas medidas para ajudar o setor que, segundo a entidade, é o maior empregador do país e não recebe incentivos fiscais. São sugestões nas áreas tributária, trabalhista, financeira e administrativa.  Os empresários estão preocupados com o tamanho da crise econômica que se avizinha e a consequente onda de demissões que virá em seguida. O vice-presidente da CNC e presidente da Fecomércio-PI, Valdeci Cavalcante, alertou que se a pandemia perdurar como previsto pelas autoridades, o desemprego no setor de turismo e hotelaria pode atingir 6 milhões de trabalhadores. É uma realidade que amedronta e que exige respostas rápidas para evitar um mal ainda maior.