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Presidente autoriza funcionamento de lotéricas e templos religiosos

O Presidente Jair Bolsonaro atualizou o decreto que estabelece o que  deve ser considerado  como serviços essenciais para que tenham autorização para funcionar durante a quarentena.  Entre os serviços incluídos estão a geração, transmissão e distribuição de energia elétrica, incluído o fornecimento de suprimentos para o funcionamento e a manutenção das centrais geradoras e dos sistemas de transmissão e distribuição de energia, além de produção, transporte e distribuição de gás natural. Plenamente justificável! Energia, de fato, é um serviço indispensável. 

O decreto inclui ainda serviços de pagamento, de crédito e de saque e aporte prestados pelas instituições supervisionadas pelo  Banco Central do Brasil, agências lotéricas, atividades de pesquisa, científicas, laboratoriais ou similares relacionadas com a pandemia do novo coronavírus, serviço médico-pericial da carreira de Perito Médico Federal e, surpresa: “atividades religiosas de qualquer natureza”.

Em meio às atividades que não podem parar porque dão suporte ao enfrentamento da crise, o decreto empurra as igrejas e templos, normalmente lugares fechados, nos quais as pessoas sentam-se uma ao lado da outra. Qual o sentido de incluir as igrejas nesse decreto, se a tecnologia está permitindo a transmissão das missas e cultos pela internet? Há dias, o Papa Francisco já vem fazendo isso, assim como os demais líderes de outras religiões que se preocupam com a saúde dos seus fiéis. Não é possível que para atender ao pedido de um ou dois pastores evangélicos o país libere a abertura de templos religiosos. A coleta não pode ser mais urgente do que a saúde coletiva.