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Uma luz no fim do túnel para a covid-19

A experiência preliminar para tratamento de pacientes graves com covid-19, que começou na França, começa a ser replicada no Brasil com sucesso. Em São Paulo, quatro pacientes graves tratados com hidroxicloroquina associada a outros medicamentos tiveram alta hospitalar. Aqui no Piauí, o uso da hidroxicloroquina associada à azitromicina também já apresenta os primeiros resultados positivos. Foi esta combinação que salvou a vida do jornalista Marcelo Magno. Ele foi internado na semana passada com sintomas do novo coronavírus e teve o quadro agravado em pouco tempo, tendo que ser entubado e levado para a UTI. Com o uso associado desses dois medicamentos, a recuperação do jornalista foi impressionante.

Todos os médicos fazem questão de ressaltar que o uso do remédio só é eficaz para pacientes em estado grave. Ele não possui qualquer efeito preventivo, nem deve ser administrado para pacientes infectados com sintomas leves. Ainda não há sequer consenso médico sobre o uso desse tratamento. O Hospital Israelita Albert Einstein , HCor, Sírio Libanês e BRICNet formaram a coalizão covid-19, uma rede que realiza estudos clínicos na área de medicina intensiva. Especialistas têm extrema cautela em falar sobre os resultados da cloroquina no tratamento da covid-19 porque não há estudos científicos que comprovem a sua eficácia. Também é sabido que o medicamento pode provocar sérios efeitos colaterais.

Mas o fato é que para alguns pacientes que apresentaram um quadro de saúde bastante agravado em razão do novo coronavírus, a associação da hidroxocloroquina com a azitromicina foi a tábua de salvação. Pode estar aí a luz que o mundo todo está procurando para o tratamento da doença.