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Aplicativo ajuda a saber o índice de pessoas infectadas em Teresina

A Prefeitura de Teresina lança mão de mais uma ferramenta tecnológica para ampliar o leque de informações sobre o alcance da doença na capital e tomar atitudes orientadas pelos números disponíveis. Primeiro, foi a startup InLocu, que permite mapear a localização dos aparelhos celulares, acusando cada vez que um deles se afasta por mais de 450 metros do domicílio do seu proprietário. Com isso, é possível saber onde o isolamento está sendo cumprido e onde ele está sendo desrespeitado, o que desperta a ação da Guarda Municipal.

Agora, a Prefeitura passa a contar com a ajuda do aplicativo Colab para mapear os casos de infecção pelo novo coronavírus. Como não há testes disponíveis para uma testagem em massa, como recomenda a Organização Mundial de Saúde, o Prefeito Firmino Filho faz um apelo à população para que baixe esse aplicativo. Lá, o cidadão irá responder um questionário básico, com informações sobre idade, se a pessoa entrou em contato com alguém infectado, se está sentindo algum dos sintomas compatíveis com a covid-19 ou se já realizou algum teste laboratorial para a doença.

“Com essas informações, será rodado um algoritmo para conseguir entender quantos  casos não notificados estão nas ruas, quantas pessoas podem estar infectadas, entre outras informações, para, junto com os técnicos em saúde, espalhar nos mapas da cidade e estudar o cenário”, explica o cofundador  do Colab, Gustavo Maia. A metodologia é conhecida no mundo como vigilância participativa. Por meio desse monitoramento, é possível identificar casos sintomáticos e assintomáticos e traçar estratégias a partir da realidade identificada.

Mas, para isso, é necessária a colaboração de todos os teresinenses para que baixem o aplicativo e respondam o questionário, atualizando os dados sempre que ocorrer alguma alteração no quadro de saúde ou contato com alguém infectado. É uma forma de superar a carência de testes, tão necessários para que se possa conhecer a real extensão do problema e tomar atitudes mais seguras.

A Prefeitura até havia tentado a estratégia de fazer uma testagem aleatória,  a exemplo do método utilizado nas pesquisas eleitorais, para saber o percentual da população infectada, mas o Ministério da Saúde não dispõe de testes suficientes para enviar aos municípios. Por causa disso, os poucos testes que chegam aqui são destinados prioritariamente aos profissionais de saúde e aos pacientes mais graves, como manda o protocolo do Ministério. Por isso, Teresina lança mão da tecnologia para tentar conhecer melhor o índice de infestação na cidade. Nesse caso, só depende da atitude de cada teresinense para que responda ao questionário do aplicativo e ajude a cidade a sair o mais rápido desta crise.