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171 mil teresinenses atendidos pela FMS estão no grupo de risco para covid-19

A Prefeitura de Teresina registra mais de 171 mil pessoas em situação de risco para a covid-19. Nessa categoria estão incluídos, além dos idosos, os hipertensos, diabéticos, pacientes com doenças respiratórias crônicas, renais e com câncer. O maior número está concentrado nas pessoas com pressão alta, que chegam a 87.693; os diabéticos somam 29.325 e os pacientes com doenças respiratórias crônicas, 12.492. Existem ainda  7.556 doentes renais crônicos e pouco mais de 3 mil pessoas já tiveram ou estão em tratamento contra o câncer. Segundo o Ministério da Saúde, 8 em cada 10 pessoas que morreram no Brasil da covid-19 apresentavam  algum tipo de comorbidade como estas.

E estes são apenas os pacientes atendidos pelas equipes de Saúde Básica. Há ainda os que se tratam  diretamente na rede privada. E também as gestantes, que mesmo apresentando uma gravidez sadia, integram o grupo de risco. Essas pessoas merecem uma atenção especial porque, para elas, as consequências da covid-19 podem se tornar muito mais graves. Boa parte tem o sistema imunológico comprometido, o que dificulta uma reação natural do organismo para combater a doença.

São pessoas que, mesmo ficando em casa, como recomenda o isolamento vertical defendido pelo presidente Jair Bolsonaro, têm contato com outras pessoas, seja da família, ou dos profissionais de saúde que os atendem. Por isso, para que elas fiquem protegidas é preciso que o isolamento seja total, com exceção das atividades essenciais de saúde, alimentação, segurança, transporte público, limpeza pública e abastecimento de combustíveis.

O médico infectologista Kelsen Eulálio, da Fundação Municipal de Saúde, recomenda a essas pessoas cuidados especiais de higiene, assim como boa alimentação, hidratação e atividade física dentro de casa. 171 mil é um número que, sozinho, já não poderia contar com leitos de UTI suficientes em Teresina. Imagine essa quantidade de pessoas acrescida dos casos de pacientes jovens, sem comorbidades, e que também estão adoecendo e morrendo por causa do novo coronavírus.