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Número de embarques em Teresina cai cerca de 96% durante a pandemia

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Viajar nunca se tornou um sonho tão distante quanto agora. E isso não somente por causa dos custos de uma viagem, mas especialmente pelos efeitos da pandemia da covid-19. Com o isolamento estabelecido pelas autoridades de saúde e o medo de contrair a doença, o fluxo de passageiros nos aeroportos e aeronaves simplesmente caiu em queda livre. Aqui em Teresina, segundo levantamento feito pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, a queda no número de passageiros embarcados no aeroporto Petrônio Portela, de janeiro a abril deste ano, foi de 95,9%.

Para que se possa ter a noção exata do tamanho do baque, em janeiro – antes da confirmação do primeiro caso do novo coronavírus no Brasil, o número de passageiros embarcados em Teresina foi de 62.371. No mês passado, esse número caiu para 2.582. Um número tão baixo que acaba por inviabilizar a operação das companhias aéreas, que necessitam de uma taxa mínima de ocupação para serem consideradas rentáveis. Como consequência da crise, empresas aéreas como a Azul, Gol e Latam estão mantendo cerca de 90% da frota de aeronaves no chão. O número de voos nacionais caiu de 14.781 para 1.241 por semana.

Toda a cadeia turística sofre um abalo de grandes proporções. Como pensar em viajar em um momento como esse?  Ainda segundo os dados da Semdec, a receita turística de Teresina , que em janeiro deste ano foi de R$ 45,5 milhões, despencou para R$ 1,8 milhão no mês passado, registrando  queda de 96%.

As projeções não são muito animadoras para o setor. A consultoria  Bain e Company prevê que a demanda global das companhias aéreas só deverá se normalizar em meados de 2022. Todas essas restrições e limitações devem reduzir ainda mais a oferta de voos para Teresina, que já não era bem servida nesse aspecto, mesmo antes da crise. Outra consequência possível é o aumento no preço da passagem aérea, já que a taxa de ocupação das aeronaves é um dos componentes levados em conta no cálculo do valor da tarifa.