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Entenda o que é o lockdown, adotado hoje também em Fortaleza

Fortaleza, a capital do vizinho Estado do Ceará é a terceira cidade brasileira a adotar o lockdown durante a pandemia do novo coronavírus. As primeiras foram São Luís (MA) e Belém (PA) e não está descartada a adoção da mesma medida em outras cidades. O lockdown é o bloqueio total na circulação de pessoas, com exceção para o deslocamento de pacientes ou para compra de remédios e alimentos. Todas as outras atividades ficam expressamente proibidas, por força de lei ou decisão judicial, como no caso de São Luís.

Esta é a medida mais severa adotada quando o sistema de saúde está sob grave ameaça de colapso. Foi o que fez a Itália, por exemplo, quando já não dava mais conta de atender os doentes ou enterrar os seus mortos. É recomendada em casos extremos pela Organização Mundial de Saúde por ser o nível mais alto de segurança para conter a propagação do vírus.

Todas as entradas da cidade ficam bloqueadas por agentes de segurança pública e ninguém tem autorização para entrar ou sair do perímetro delimitado. Nas ruas, os únicos carros que podem circular são as ambulâncias, viaturas ou veículos que transportem mercadorias essenciais para o abastecimento alimentar ou para os hospitais.

Para adotar o bloqueio total, os gestores levam em conta a velocidade da curva de crescimento de novos casos e a quantidade de leitos de UTI disponíveis. Se há mais gente precisando de atendimento do que o sistema de saúde pode dar conta, entra em cena a adoção do agora famoso lockdown, expressão inglesa para definir paralisação total das atividades que não sejam estritamente essenciais. Diante da aceleração dos casos de covid-19 em Teresina nos últimos dias, o prefeito Firmino Filho chegou a cogitar a possibilidade de se valer desse recurso casos as pessoas insistam em desobedecer o isolamento social, que é uma medida mais branda. A decisão está, portanto, nas mãos da população. Neste momento, a prioridade é salvar vidas.