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FMI prevê queda de 5,3% no PIB brasileiro

À medida que o novo coronavírus se alastra pelo Brasil, deixando um rastro de mortos que já chega a 22.746, as expectativas com relação ao futuro na economia no país vão despencando. O Fundo Monetário Internacional fez uma projeção da variação do PIB ( Produto Interno Bruto) nos países com maior letalidade pela Covid-19, no qual o Brasil se enquadra, e prevê que, este ano,  a queda da soma de todas as riquezas produzidas no país seja de 5,3%. O governo brasileiro trabalha com um estimativa de queda de 4,7%. Já o Boletim Focus, mais rigoroso, avalia uma variação negativa de 5,12%. Em qualquer um dos cenários projetados, o tombo é considerável.

Para o próximo ano, porém, o estudo do FMI, que leva em conta o número de mortes por milhão de habitantes, admite um crescimento de 2,9%. Levaremos um bom tempo para nos recuperarmos do desastre causado pela pandemia. Em todo o mundo, os prejuízos são incalculáveis, com perspectiva de retração do PIB avaliada em 3%, segundo o mesmo estudo.

Aqui, a gestão da pandemia afasta investidores estrangeiros. Desde o início da crise, falta unidade no comando do enfrentamento da doença que alcançou a marca de mais de mil mortes por dia. Dois Ministros da Saúde já foram afastados no curto espaço de um mês, por discordarem das ações do Presidente Jair Bolsonaro, que insiste em minimizar o problema e tratar a Covid-19 como uma “gripezinha”.  Essa percepção negativa dos estrangeiros com relação ao enfrentamento da doença  no Brasil ganhou mais um ingrediente depois que o Presidente dos Estados Unidos proibiu o desembarque de passageiros oriundos do nosso país em solo americando.

O país está completando 60 dias de distanciamento social, tempo suficiente para um controle mais eficaz da doença, caso esse esforço tivesse sido levado a sério desde o início, tanto pela população quanto pelas três esferas de poder, agindo por meio de um discurso unificado. Não foi o que se viu, e o resultado é um número expressivo de brasileiros que perderam a vida e de outros tantos que perderam o emprego. Com uma crise de saúde pública sem precedentes, o Brasil precisa agora marchar unido pela reconstrução, sem novas crises políticas no horizonte.