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Conselho Nacional de Saúde pede suspensão do protocolo do Ministério da Saúde sobre hidroxicloroquina

Foto: Roberta Aline

O Conselho Nacional de Saúde expediu uma recomendação ao Ministério da Saúde para que suspenda as orientações para manuseio de hidroxicloroquina e azitromicina no tratamento precoce de pacientes com diagnóstico da Covid-19. O documento pede ainda que não ocorra a liberação do uso de qualquer medicamento preventivo para tratamento de pacientes infectados pelo novo coronavírus em razão da ausência de confirmações de uso seguro aos usuários.

O documento também se estende ao Ministério Público Federal, pedindo que o órgão tome as providências para que sejam suspensas as orientações  do Ministério da Saúde com relação ao   manuseio dos referidos medicamentos distribuídos precocemente aos pacientes com Covid-19.

O documento, assinado pelo Presidente do Conselho, Fernando Zasso Pigatto, destaca que as recomendações do Ministério da Saúde não se baseiam em evidências científicas e relaciona referências de estudos já criticados pela comunidade científica e não cita artigos atuais. E relaciona  como exemplo as conclusões já publicadas em revistas científicas, como a The New England Journal of Medicine, JAMA, The BMJ 1 e THE BMJ 2, que apontam “apenas efeitos indesejáveis do uso desses medicamentos, incluindo problemas cardíacos.”

Em outro trecho do documento, o Presidente do CNS cita ainda que o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH) divulgou, no dia 21 de abril deste ano, documento contendo uma série de recomendações contra o uso da cloroquina, em especial, a hidroxicloroquina, associada a azitromicina, no combate à Covid-19, tendo em vista por um lado, “ os severos efeitos colaterais dos compostos, com episódios de arritmia cardíaca e ate evenenamento e, por outro, a insuficiência de resultados clínicos suficientes para fazerem do medicamento utilizado contra malária, lúpus e artrite reumatóide uma boa alternativa no tratamento da doença provocada  pelo novo coronavírus.

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