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Universalização do acesso à água potável é estimada para 2033

O Senado volta a ser palco hoje de uma importante votação para o Brasil, que é o novo Marco Legal  do Saneamento Básico. A aprovação da matéria já é tida como certa e vai representar um importante impulso para o desenvolvimento de um setor vital para a saúde pública e para o controle de doenças, além de contribuir para a recuperação da economia, segundo o governo. Isto porque a regulação, quando aprovada, vai facilitar a privatização do serviço de abastecimento de água.

Atualmente, o serviço de água é controlado por estatais em 94% das cidades brasileiras. Em apenas 6%, o serviço é privatizado, entre elas Teresina. A capital piauiense sempre teve um péssimo desempenho no quesito de esgotamento sanitário, índice que vem melhorando gradativamente depois da privatização, embora ainda esteja muito, muito distante do ideal. Hoje, apenas 31% do esgoto são tratados.

Esta é a realidade de boa parte dos municípios brasileiros. Segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, 100 milhões de brasileiros não têm esgoto coletado e 34 milhões não têm acesso à água tratada. A estimativa dos especialistas na área é de que, com a aprovação do marco legal, o setor receba investimentos da ordem de R$ 500 bilhões a R$ 700 bilhões. Nesse cenário,  a universalização do acesso a água potável deve ser  alcançada em 2033. Um horizonte distante, porém, agora, já perceptível.