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Bolsonaro veta trechos da lei que obriga uso de máscara

Foto: Estadão Conteúdo

É difícil controlar o avanço de uma pandemia que já causou mais de 62 mil mortes no país, e ainda está longe de chegar ao fim, quando o presidente da República não só nega o problema, mas insiste em boicotar todas as iniciativas para conter a propagação do vírus. Hoje de madrugada, foi publicado no Diário Oficial da União o veto do presidente Jair Bolsonaro ao uso obrigatório de máscaras sempre que o brasileiro precisar sair de casa.

Bolsonaro vetou a obrigatoriedade do uso de máscaras em órgãos e entidades públicos e em estabelecimentos comerciais, industriais, templos religiosos e demais locais fechados em que haja reunião de pessoas. A justificativa usada por ele foi de que a obrigatoriedade do equipamento de proteção “incorre possível violação de domicílio”.

Médicos do mundo inteiro apontam a máscara como uma maneira eficaz, simples e barata de ajudar a conter a transmissão da doença. As pessoas devem usá-la para se proteger e proteger os outros. É o sentido de responsabilidade e compromisso com o bem comum, que os orientais já praticam há muito tempo.

Desde o início, o presidente vem minimizando a mais grave pandemia dos últimos cem anos. Participa de eventos com aglomerações de pessoas, sem o uso de máscara, e se coloca contra o isolamento social, indispensável para evitar uma explosão simultânea de casos. Ele excluiu do texto a parte em que havia a previsão de punição para os infratores reincidentes que deixassem de usar a máscara em locais fechados.

Agora, resta torcer para o bom senso da população, para que escute a ciência e observe a experiência bem sucedida no resto do mundo, onde a máscara tem ajudado a salvar vidas.