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Governo decide esta semana sobre prorrogação do auxílio emergencial

Ciente dos resultados positivos do auxílio emergencial distribuído a brasileiros desempregados durante a pandemia, o governo já tem como praticamente certa a prorrogação do benefício. Falta apenas definir o valor e quantidade de parcelas, o que deve acontecer ainda esta semana. O impasse está no impacto que a prorrogação do auxílio vai gerar nos cofres públicos. Como está sendo pago hoje, no valor de R$ 600, corresponde ao custo de R$ 50 bilhões por mês.

A proposta dos líderes partidários é conceder mais uma parcela de R$ 600 e duas de R$ 300. Já a equipe econômica, capitaneada pelo Ministro Paulo Guedes, trabalha com uma perspectiva mais tímida, com parcelas que podem variar de R$ 200 a R$ 300, até que seja feita a migração para o Renda Brasil, programa que deve substituir o Bolsa Família.

A concessão do auxílio emergencial tem sido um socorro importantíssimo durante a pandemia, para garantir o mínimo às pessoas que perderam o emprego durante a crise e ficaram sem qualquer tipo de renda. É bem verdade que o programa apresenta suas distorções, como costuma haver com programas governamentais deste tipo, em que pessoas que não se enquadram nos requisitos de extrema pobreza, ou mesmo que recebem algum tipo de renda – não declarada – também são beneficiadas, em detrimento de outras que realmente dependem desse dinheiro para comer. O dinheiro do auxílio emergencial também foi fundamental para manter funcionando os pequenos comércios de bairro.

A grande motivação do governo para a prorrogação do benefício, no entanto, é o crescimento da popularidade do Presidente Jair Bolsonaro, que viu sua aprovação aumentar à medida que o dinheiro ia caindo na conta dos brasileiros. De olho na reeleição em 2022, Bolsonaro tornou-se simpatizante da mesma estratégia do PT, que consiste em distribuir dinheiro para a população mais pobre, sobretudo do Nordeste, em troca de votos na próxima eleição.