Cidadeverde.com

Suspensão nos testes vai atrasar início da vacina contra Covid-19

A população do mundo inteiro acompanhou ontem, com apreensão, o comunicado da farmacêutica AstraZeneca sobre a suspensão dos testes com a vacina contra o novo coronavírus desenvolvida pela Universidade de Oxford, na Inglaterra. A vacina já se encontra na fase 3, com a aplicação de testes em milhares de voluntários, 5 mil deles aqui no Brasil.

A suspensão dos testes ocorreu depois que foi verificada uma reação adversa séria em um paciente do Reino Unido, que apresentou Mielite Transversa, uma doença neurológica que causa a inflamação da medula espinhal. Ainda não se pode afirmar, no entanto, que a doença seja consequência da vacina. Por isso mesmo, a farmacêutica suspendeu os testes com novos voluntários até que uma investigação independente esclareça o caso.

Os cientistas esclarecem que a suspensão de testes no desenvolvimento de um fármaco é um procedimento absolutamente normal e rotineiro e reforça ainda mais a segurança e a transparência com que a vacina vem sendo desenvolvida. Os resultados apresentados até aqui pelo produto desenvolvido em Oxford têm sido extremamente promissores. Muitos voluntários já receberam, inclusive, a segunda dose da vacina.

O Brasil destinou R$1,9 bilhão para a aquisição de insumos e desenvolvimento da vacina inglesa. Pelo cronograma original, as primeiras doses já deveriam estar disponíveis em dezembro deste ano. Com a suspensão dos testes anunciada ontem, esse cronograma deve atrasar. Mas, nesse caso, a segurança importa muito mais que a velocidade.