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Setor de serviços cresce 2,6%, mas ainda não recuperou perdas com a pandemia

O setor de serviços registrou alta de 2,6% no mês de julho, um crescimento abaixo do setor varejista, que apresentou elevação de 5,2%, segundo pesquisa divulgada hoje pelo IBGE. Esta é a segunda taxa positiva na área de serviços, mas ainda insuficiente para compensar os prejuízos sofridos entre fevereiro e maio – período de maior isolamento da quarentena – acumulados em 19,8%.

A baixa recuperação desse segmento tem um peso significativo para o país porque representa 70% da economia. Como o setor de serviços depende de atendimento presencial, e este demorou mais a ser liberado, é natural que seu crescimento seja mais lento do que o do varejo. E, mesmo depois de autorizado a funcionar, ainda persiste o receio de alguns clientes em manter contato físico com prestadores de serviços. Diferente da compra de mercadorias, que pode ser feita a um clique no celular ou notebook, o consumo de serviços requer o compartilhamento de espaço com outras pessoas.

De qualquer forma, o registro de crescimento seguido por dois meses já é um sinal de que, pouco a pouco, a roda da economia começa a girar outra vez. A atividade que mais cresceu nesse setor foi a de informação e comunicação, com 2%. Em seguida, vem o transporte de cargas, até pelo suporte logístico que fornece a outras atividades.

A recuperação mais lenta ou mais rápida depende agora de um pacto de responsabilidade firmado entre empresas e clientes. Ambos devem seguir as atividades com respeito às regras sanitárias já amplamente divulgadas até o momento. Se assim o fizerem, a economia segue seu curso sem o sobressalto de uma nova onda da doença. Até que tenhamos uma vacina segura, este é o melhor caminho para gerar renda e empregos. Do contrário, voltaremos à estaca zero.