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Jovens representam o maior perigo no recrudescimento da Covid-19

Os números da Covid-19 ainda oscilam bastante no Piauí, que ora se apresenta em alta, segue para estabilização, queda e logo depois retorna para o estágio de alta no número de casos. É próprio da dinâmica da doença e também da mudança de comportamento da população. Não resta dúvida que o pior momento já passou, mas o vírus continua circulando livremente e fazendo vítimas de norte a sul do Estado. E não podemos relaxar enquanto houver mortes e internações em UTIs provocadas pelo novo coronavírus, sejam elas dez, cem ou mil. Cada vida importa.

A maior preocupação agora, dizem os especialistas, são os jovens. Aqui em Teresina, os números apresentados pela última pesquisa sorológica, na semana passada, apontam que o maior número de infecções está concentrado nos jovens adultos. Impacientes pelo longo tempo de quarentena, eles viram na reabertura dos bares a justificativa que procuravam para achar que a vida estava voltando ao normal e que, portanto, poderiam voltar à rotina de antes.

Desde então, o que se tem visto são bares e restaurantes lotados, pessoas sem máscaras, gente se abraçando para fotos e por aí vai. Esse cenário é extremamente preocupante porque é nele que o vírus encontra um corredor largo para correr e se espalhar, não só nas mesas festivas, mas para as casas onde esses jovens moram e voltam depois de cada balada.

Vários países da Europa tornaram a adotar medidas restritivas depois de uma segunda onda da doença. Israel decretou lockdown para conter o novo avanço da Covid-19. Não queremos isso para o Brasil, até porque se já foi difícil manter a quarentena no início da pandemia, imagine agora. Justo aqui, o país onde a população se orgulha de infringir regras e bate no peito ostentando o sobrenome para desacatar autoridades quando elas estão no estrito cumprimento do seu dever.

Para quem não quer escutar o que diz a ciência médica, que pelo menos olhe para os números dos casos e mortes que continuam a se manifestar dia após dia. Já perdemos muitas vidas, não podemos alimentar ainda mais essa triste estatística.