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Anvisa começa a analisar primeiros dados da vacina de Oxford

A Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária – deu mais um passo para acelerar o resultado final das pesquisas sobre a vacina contra a Covid-19 no Brasil. A agência já iniciou a análise da primeira parte dos dados da vacina desenvolvida em conjunto pela Universidade de Oxford e a farmacêutica anglo-sueca AstraZeneca. Não se trata ainda de uma conclusão sobre a qualidade, segurança e eficácia do produto, até porque ainda faltam muitos dados. Mas a decisão de analisar os primeiros resultados sem ter que esperar por todas as fases de testes proporciona mais agilidade à análise regulatória dos dossiês do registo, como define a agência.

A análise, e aprovação (caso seja o caso), progressiva de cada etapa do estudo permite que, constatada a sua eficácia e segurança, a vacina seja produzida mais rápido. E a população corre contra o tempo em busca do produto que irá imunizá-la contra o novo coronavírus. No caso da vacina de Oxford, bem como da Coronavac da China, existe um acordo de transferência de tecnologia que permite que o país se torne autossuficiente na produção de cada uma.

Atualmente, quatro diferentes vacinas estão sendo testadas aqui no Brasil: a de Oxford, do Reino Unido; a Coronavac, da China; a da Pfizer-Wyeth, EUA e Europa; e a da Janssen-Cilag, da Europa. O Brasil e o mundo esperam pelos bons resultados desses testes. Caso sejam aprovadas, a vacina de Oxford será produzida pelo Biomanguinhos, no Rio de Janeiro; e a Coronavac, pelo Instituto Butantã, em São Paulo.