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Segunda onda da Covid-19 ameaça Europa

Em março deste ano, o mundo assistiu, atônito, à pandemia do novo coronavírus se espalhar pelos países europeus, levando ao fechamento completo –  o lockdown – de cidades turísticas onde costumava haver um movimento intenso de pessoas nas ruas, parques, bares e restaurantes. Ainda hoje, ecoa na memória as imagens dos caixões empilhados no norte da Itália ou na Espanha. Inesquecível também é a imagem do Papa Francisco caminhando solitário na Praça de São Pedro, em plena Semana Santa, o ponto alto das celebrações católicas.

Aos poucos, a rotina parecia ter voltado ao normal com o controle do número de novos casos da doença. Lojas, museus, escolas e restaurantes começaram a abrir, o que coincidiu com o verão europeu e as pessoas voltaram às ruas em busca de sol e liberdade.

Mas agora a Europa vive o pesadelo temido pelos infectologistas, com a chegada da segunda onda da doença. A Itália voltou a decretar medidas rígidas, como horário determinado para fechamento de bares e restaurantes. Países como a França, a Espanha e Portugal também já impõem medidas restritivas aos seus moradores diante do avanço da doença.

Não se sabe ainda se é uma nova cepa do vírus que está em circulação ou se é a mesma que apenas aguardava o afrouxamento das regras de distanciamento social para se alastrar outra vez de forma oportunistas. Do primeiro semestre para cá, os médicos já aprenderam muito sobre as formas de tratamento da Covid-19, mas ela continua a ser letal. E até que a vacina, ou as vacinas em estudo, seja aprovada, a população terá que conviver com as medidas de proteção aprendidas na fase mais crítica da pandemia

No Brasil, o estado do Amazonas apresenta um recrudescimento da doença que preocupa as autoridades médicas, como uma possível segunda onda. É bom os demais estados colocarem as barbas de molho e se anteciparem ao problema para que não aconteça o mesmo no restante do país.