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MP pede interdição do Instituto de Perinatologia, na Maternidade Evangelina Rosa.

No dia 4 de novembro, após forte chuva que caiu durante a madrugada, a TV Cidade Verde mostrou os estragos causados na Maternidade Evangelina Rosa, a maior maternidade pública do Estado, que atende casos de alta complexidade. Com água jorrando pelo teto e salas inundadas, a situação de precariedade era visível.

Ontem, o promotor Eny Marcos Vieira Pontes, da 12ª Promotoria de Teresina, ingressou com uma Ação Civil Pública para obrigar o governo do Estado a interditar o Instituto de Perinatologia, que integra o complexo da Maternidade Evangelina Rosa, até que a estrutura física do prédio seja completamente recuperada, a fim de evitar novos desabamentos e alagamentos.

A ação pede ainda a imediata reforma e manutenção de toda a cobertura do Instituto de Perinatologia e dos demais setores atingidos, como o centro obstétrico, os repousos masculino e feminino, a admissão da ala “E” e o Centro de Parto Normal, bem como a reconstrução do muro que faz limite com o Hospital da Polícia Militar e que também desabou no dia 4.

Não é de hoje que tanto o Ministério Público quanto o Conselho Regional de Medicina denunciam a falta de condições de funcionamento adequado da Maternidade Evangelina Rosa. O prédio, de caráter provisório, já possui 45 anos e os eventuais consertos são como reparo de pano novo em roupa velha. O que precisa ser exigido do poder público é a construção da nova maternidade, que já se arrasta há vários anos. A atual estrutura da MDER não suporta mais a demanda de atendimentos naquela casa de saúde.