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Taxa de ocupação das UTIs deve ser levada em conta na volta às aulas

Os governos estaduais e municipais ajustam seus calendários para a retomada das aulas agora no início de 2021. Os alunos foram afastados da sala de aula ainda em março do ano passado, logo no início da pandemia da Covid-19. Passados mais de dez meses, já há grupos de pais pedindo a volta das aulas presenciais. Eles consideram que o aprendizado de forma virtual ficou aquém do desejado e, na balança entre o risco do contágio na volta à escola e o prejuízo causado com o confinamento, optam pelo primeiro. Isso considerando que as escolas terão todo o cuidado com as regras higiênico-sanitárias e que farão todo o possível para manter o distanciamento necessário.

É difícil prever o que pode acontecer. Mas, certamente, o risco é menor do que o que ocorre nos bares lotados, onde a maioria dos frequentadores não usa máscaras e o distanciamento acaba sendo ignorado depois do terceiro ou quarto copo.

A preocupação maior é com este mês de janeiro, especialmente a partir da próxima semana, quando começaremos a sentir os efeitos das festas de fim de ano, sobretudo no litoral piauiense. Os médicos não preveem um janeiro tranquilo. E as taxas de ocupação dos leitos de UTI para Covid só reforçam esta preocupação. Na rede privada, em Teresina, a taxa bate 100% em alguns hospitais. No HGV, ela chega a 80%. Um índice extremamente preocupante e que deve ser levado em conta antes de qualquer decisão.