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Polícia deve mirar prévias carnavalescas

Acertadamente, e seguindo todas as recomendações médicas, os governos do Piauí e de Teresina decidiram suspender o carnaval de 2021. O anúncio veio no dia em que o Brasil atingiu a triste marca de 200 mil mortes provocadas pela Covid-19. De fato, não há sentindo algum em promover festas com multidões concentradas em ruas ou clubes quando vidas se perdem aos milhares.

No entanto, os órgãos públicos, em especial as autoridades de segurança e vigilância sanitária, precisam estar atentas e atuarem com rigor nas festas particulares de Momo, a exemplo do que aconteceu no Revèillon. Desde já, muitas prévias carnavalescas estão sendo organizadas e anunciadas na capital e no litoral.

Já há até mesmo grandes bandas contratadas para tocar em festas programadas para o período pré-carnavalesco, justamente quando estaremos enfrentando um repique da doença, ainda como consequência das comemorações da virada do ano.

A falta de compromisso com a vida e com a saúde pública é proporcional ao número de vítimas, muitas delas fatais. Se toda a capacidade de argumentação médico-científica não foi capaz de convencer essas pessoas de que o momento é de crise, e não de celebrações, só mesmo a força policial para conter esse ímpeto negacionista que está esgotando a capacidade de atendimento nos hospitais e levando os profissionais de saúde à exaustão.

É preciso lembrar que a vacina foi desenvolvida, mas ainda não foi aplicada. Portanto, continuamos em uma pandemia.