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Economia do Nordeste deve encolher 8%, apontam analistas.

A perspectiva econômica para a Região Nordeste não é nada boa para este ano de 2021. Estima-se uma queda de 8% na renda da região, em consequência do fim do Auxílio Emergencial, que teve sua última parcela paga no mês de dezembro. Os estudos foram feitos pela Consultoria Tendências.

O Nordeste foi uma das regiões com maior número de pessoas beneficiadas com o Auxílio Emergencial, justamente em função do grande número de trabalhadores informais, o que já revela uma fragilidade da economia local. A economia na região encolheu 3,8% e a estimativa de crescimento para este ano é de apenas 2,1%, abaixo na média nacional, que deve ficar em 2,9%.

Esses números são reflexos da histórica desigualdade regional existente no país que, pelo menos por enquanto, não tem qualquer projeto para combatê-la. No passado, criou-se a Sudene – Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste – exatamente para esse fim. Mas, como tantos outros órgãos públicos no Brasil, acabou virando cabide de empregos políticos e mais uma instituição burocrática.

Até hoje, a distância econômico-social que separa o Nordeste das regiões Sul e Sudeste é gigante. Políticas públicas de combate à essa desigualdade são imprescindíveis para tornar o Brasil um país mais justo. E maior delas, sem dúvida, é a educação de qualidade a todos, indistintamente.