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MP cobra plano de ação da Equatorial para evitar apagão

O apagão ocorrido em Teresina na noite do réveillon por causa de um temporal que desabou sobre a cidade ainda repercute e gera discussão. Ontem, foi a vez do Ministério Público do Estado cobrar explicações da Equatorial Energia. Na reunião, realizada por vídeochamada, o presidente Maurício Álvares Velloso informou aos promotores que a empresa teve que lidar com os efeitos de um evento climatológico severo, que registrou mais de 1700 descargas atmosféricas e ventos com velocidade que variaram de 87 até 102 km/h.

Mas o Ministério Público está interessado mesmo é em saber o que a Equatorial pretende fazer daqui para frente. O coordenador do Procon, Nivaldo Ribeiro, questionou quais medidas estão sendo adotadas para ressarcir os prejuízos dos consumidores, que não foram poucos. Em alguns casos, as famílias ficaram quatro dias sem energia, perdendo todos os alimentos que havia na geladeira, além dos danos nos eletrodomésticos.

Outra indagação do MP foi com relação a um plano de controle de arborização a ser implementado pela empresa, já que parte dos estragos foi causada pela derrubada de árvores sobre a fiação elétrica. E, por fim, os promotores também cobraram da empresa uma estratégia de pronto atendimento em caso de fenômenos graves como o da noite do dia 31 de dezembro.

Por enquanto, as respostas não foram convincentes, mas agora a cobrança não é mais somente dos contribuintes. Os órgãos públicos, como o Ministério Público, a Prefeitura de Teresina e a própria Aneel – a agência reguladora de energia elétrica – estão de olho nas ações da concessionária no Piauí.