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Como o Japão contém a pandemia sem fechar a economia

Leio artigo na BBC de Portugal sobre a estratégia do Japão no enfrentamento à pandemia da Covid-19. Diferente dos outros países, o Japão entendeu que não iria adotar o comportamento de fechar a economia para conter a expansão do novo coronavírus porque, tão logo a reabrisse, o vírus voltaria a circular da mesma forma.

E o que fez o governo japonês? Ensinou a população a conviver com o vírus de uma forma cuidadosa, afastando os riscos de contaminação. Para isso determinou que ninguém deixasse de usar a máscara, sob hipótese alguma, não se promovesse aglomerações e, em locais públicos como bares e restaurantes, os japoneses evitassem conversar e, quando o fizessem, usassem um baixo tom de voz para não espalhar gotículas de saliva.

Assim, a economia vai sendo tocada e as pessoas vão vivendo dentro do possível. E por que lá essa medida funciona? Porque as pessoas são conscientes, responsáveis e obedecem as determinações. O japonês não tem a cultura da transgressão. Ele não quer ser visto como o culpado pelo problema.

Essa estratégia jamais daria certo no Brasil porque aqui as pessoas se orgulham de burlar as leis, de passar por cima das regras, de desrespeitar os códigos. E o mau exemplo começa de cima, com desembargadores rasgando multa na cara do guarda que a aplica, no estrito cumprimento do seu dever. Jovens brasileiros, endinheirados ou não, promovem festas de toda natureza, com as pessoas sem máscaras, dançando e cantando bem próximas umas das outras. E, não só não se envergonham de um comportamento irresponsável durante a pandemia, como ainda exibem fotos nas suas redes sociais. É por isso que a educação é e sempre será o melhor investimento em qualquer nação que pretenda subir ao pódio do primeiro mundo.