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Deputada Margarete Coelho é cotada para presidir a CCJ na Câmara Federal

O nome da deputada federal piauiense Margarete Coelho (PP) voltou a ganhar destaque na política nacional com a possível indicação do seu nome para presidir a Comissão de Constituição e Justiça, a mais importante da Câmara Federal. Pelo acordo feito entre o atual presidente Arthur Lira, também do PP, e o presidente Bolsonaro, que trabalhou por sua eleição ao comando do Legislativo Federal, o PSL – partido do presidente – deve indicar o nome que vai presidir a CCJ.

O PSL até já indicou o nome, o da deputada Bia Kicis (PSL-DF). Mas a reação contrária foi forte e imediata. A bancada de oposição e até mesmo deputados do PP rechaçaram o nome da deputada por considerá-la demasiadamente radical e não possuir equilíbrio – segundo avaliação desses parlamentares – para presidir uma comissão de tamanha importância. A maior resistência, porém, veio de ministros do Supremo Tribunal Federal, instituição atacada pela deputada em declarações nas redes sociais.

Diante desse cenário, grupos femininos, OAB e parlamentares mais moderados apontaram o nome da deputada Margarete Coelho para presidir a CCJ. Margarete é mestra em direito e foi presidente do grupo de trabalho na Câmara para  apreciação do pacote anticrime, proposto pelo então Ministro Sérgio Moro. Em conversa por telefone ontem à noite com a deputada, ela confirmou que existe um movimento em defesa do seu nome, mas nada foi acertado porque a prioridade, como foi dito acima, é do PSL.