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Terceira greve, em menos de 40 dias, penaliza os trabalhadores

O sistema de transporte público de Teresina enfrenta hoje sua terceira paralisação em menos de 40 dias. Isso mostra que precisa haver correção na gestão desse problema que penaliza a população menos favorecida economicamente e que depende dos ônibus urbanos para se locomover.

Desde o início do ano, motoristas e cobradores reclamam parcela do pagamento que foi suspensa e que compromete a sobrevivência das suas famílias. As empresas que compõem os diversos consórcios que operam as linhas de ônibus dizem que estão sem receber o repasse de dezembro para efetuar os pagamentos cobrados pelos trabalhadores. E, assim, a população mais pobre – sempre ela – segue prejudicada, impossibilitada do seu direito de ir e vir.

Transporte público é serviço essencial e não pode ser negligenciado, até porque interfere na economia, já tão abalada pela pandemia do novo coronavírus. Sem ter como se deslocar, como a população pode ir ao comércio e realizar suas compras?

O poder público municipal precisa dar uma resposta urgente a esse problema que já está se arrastando há mais tempo que o suportável. Em jogo, está a vida não só dos trabalhadores e empresários do sistema, o que por si só já merecia uma condução mais eficaz do problema, mas também a de milhares de teresinenses que precisam sair de casa para ir ao trabalho, à escola, ao médico, etc.