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Hospitais estão com dificuldade para comprar insumos para UTIs

O Piauí teve que recorrer novamente a uma medida extrema de fechar as atividades econômicas até que haja uma relativa tranquilidade na administração dos leitos hospitalares. Uma das suspeitas pelo aumento na procura por internação está na nova variante do vírus, oriunda de Manaus. Ainda não há comprovação com relação a isso, mas os médicos associam que a maior necessidade de internação possa estar ligada a essa nova cepa.

O fato é que a taxa de ocupação dos leitos de UTI na capital está em torno de 84%, enquanto os leitos clínicos estão com uma média de 80% de ocupação. Em alguns hospitais privados, como o São Marcos, não havia ontem um único leito de UTI disponível. Situação considerada gravíssima, porque se o paciente piorar o quadro de saúde não vai ter onde se internar.

Além da falta de leitos, há um outro problema que vem em consequência deste, que é a falta de insumos para manter as UTIs funcionando. O diretor do Instituto de Doenças Tropicais Nathan Portela, médico José Noronha, explicou que os gestores hospitalares estão com dificuldade para comprar alguns Equipamentos de Proteção Individual, bem como medicamentos indispensáveis aos pacientes de Covid, como sedativos, analgésicos opioides, bloqueadores neuromusculares para melhorar a mecânica respiratória e, ainda, filtros bacterianos para ventiladores.

A situação chegou ao limite de um pré-colapso. Até hoje, as pessoas não entenderam o que é viver em uma pandemia. É uma situação atípica que pode não ser encarada como um tempo normal, em que se pode sair para festejar com os amigos e familiares, por mais que se tenha vontade. É triste ver que as mesmas pessoas que reclamam da necessidade do fechamento neste momento estão se reunindo nos fins de semana em festas particulares, sem qualquer tipo de proteção. O Piauí, o Brasil e o mundo só irão sair dessa crise quando houver consciência e responsabilidade coletivas.