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Sonho da vacinação em massa está mais distante

O sonho da vacinação em massa da população brasileira, o que permitiria o retorno a uma vida mais próxima do que tínhamos antes da pandemia, está agora mais distante. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, admitiu atraso no cronograma da distribuição de vacinas. O número de doses previstas para o mês de maio, que era de 46,9 milhões, foi reduzido para 32,4 milhões.

O ministro explicou que o cronograma inicial contava com 20 milhões de doses da vacina indiana Covaxin, ainda sem aprovação da Anvisa, e citou também a demora para entrega do IFA – Ingrediente Farmacêutico Ativo – indispensável para a fabricação das vacinas no Brasil.

Para completar o quadro, a Anvisa negou ontem, por unanimidade, a autorização para uso emergencial da vacina russa Suptnik V. Governadores do Nordeste e o próprio Ministério da Saúde haviam manifestado interesse na compra desta vacina para ampliar a oferta de doses. Mas a agência reguladora brasileira informou que não dispõe de dados técnicos suficientes para a aprovação do imunizante russo e que, aprová-lo às cegas, seria pôr em risco a saúde da população brasileira.

Dessa forma, continuaremos a contar, por enquanto, apenas com a Coronavac e a Oxford/Astrazeneca. Existe ainda a previsão do Ministério para recebimento de doses da vacina Pfizer BioNTech, mas até agora elas não chegaram ao Brasil. Portanto, nossa única arma até o momento para vencer a pandemia é seguir o velho tripé: máscara, distanciamento social e higienização das mãos.