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Saneamento básico reduz gastos com saúde

Na Semana Mundial do Meio Ambiente, o saneamento básico merece um olhar mais detalhado. O Brasil, e particularmente o Piauí, ainda apresenta uma realidade muito desigual nessa área. Aqui mesmo em Teresina, capital do Estado, o esgotamento sanitário só alcança 35,65% da população, ou seja, pouco mais de um terço.

A empresa Águas de Teresina, concessionária do sistema de abastecimento de água e esgotamento sanitário, informa em seu site que estão previstas obras de expansão com a implementação de mais de 418 km de redes coletoras e 61 estações elevatórias de esgoto.

Até hoje, no entanto, os bairros periféricos enfrentam problemas de esgoto correndo a céu aberto, contribuindo para o surgimento e agravamento de doenças evitáveis. Saneamento e saúde, aliás, são dois conceitos que andam de mãos dadas. Os números do Instituto Trata Brasil mostram que a redução de casos de infecções intestinais pela presença de esgoto em todos os domicílios brasileiros levaria a uma economia de R$ 745 milhões em despesas com internação no SUS ao longo dos anos.

A economia também se fortalece quando há saneamento universalizado. O economista Célio Hiratuka, do Instituto de Economia da Unicamp, calculou que o investimento de R$1 bilhão em saneamento produz aumento de R$ 1,7 bilhões no valor da produção da economia. Imóveis situados em áreas saneadas, por sua vez, podem atingir uma valorização de até 18%.

Moral da história: saneamento básico é obra imprescindível e urgente para a saúde, economia e qualidade de vida da população.