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Variante Delta traz de volta mortes e internações ao redor do mundo

Desde o início da pandemia, o Brasil tem tido a oportunidade de olhar para o que acontece primeiro nos Estados Unidos e na Europa, e só depois por aqui,  para aprender com eles os erros e acertos no enfrentamento à Covid-19. No entanto, apesar de haver uma diferença temporal na manifestação da doença entre os continentes, o que poderia nos colocar em uma posição vantajosa, o país se recusa a olhar para o que está acontecendo lá fora, a fim de adotar medidas preventivas aqui antes que a situação piore.

Foi assim na primeira e segunda ondas. Está sendo assim agora, também, na terceira onda. Os gráficos de mortes e internações em leitos de UTI mostram que a pandemia está tomando corpo novamente ao redor do mundo por causa da variante Delta, de maior poder de transmissibilidade. Mesmo assim, as autoridades brasileiras fecham os olhos para a realidade e afrouxam os protocolos de segurança.

Notem que Israel vacinou mais de 80% da sua população adulta com a vacina Pfizer – considerada de alta efetividade – e ainda assim os casos explodiram no país, No Brasil, o Rio de Janeiro tem sido o epicentro dos casos provocados pela nova variante, que já se alastra também para os outros estados. Mas os cuidados, tanto por parte dos governantes quanto da população, estão cada vez mais esquecidos. Aglomerações e relaxamento no uso de máscara podem ser vistos naturalmente sob a leniência do poder público. É como se as pessoas estivessem lutando contra a vida e não contra o vírus.

 

Internações em UTI

 

Óbitos