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Desigualdade vacinal impede fim da pandemia, diz cientista

São Paulo registrou ontem a primeira morte causada pela variante Delta. A vítima é uma mulher de 74 anos, de Piracicaba, que apresentava comorbidades e já havia sido imunizada com as duas doses. A presença da variante Delta no país é inequívoca e cabe agora aos governos federal, estadual e municipal, bem como aos cidadãos, lançarem mão de todas as formas de controle possíveis para evitar que os leitos hospitalares voltem a ficar superlotados, levando o sistema de saúde ao colapso.

Em entrevista ao Jornal Cidade Verde, ontem à noite, a epidemiologista Denise Garrett, foi clara ao enfatizar que, a essa altura, só a vacina é insuficiente para conter uma escalada descontrolada da Delta. Segundo a médica, que é vice-presidente do Instituto Sabin de Vacina, nos Estados Unidos, é preciso proibir eventos com grande quantidade de público e limitar o número de pessoas em qualquer outro tipo de atividade.

No Brasil está acontecendo exatamente o contrário. Embalados pela queda de ocorrências nas últimas semanas, os governos de diferentes Estados, inclusive o Piauí, decidiram flexibilizar as medidas restritivas como se a pandemia já estivesse chegando ao fim. Infelizmente, não está.

Outro ponto que merece ser lembrado da entrevista concedida pela Dra. Garrett é que enquanto todos os países não tiverem acesso à vacina para imunizar os seus cidadãos, nenhum país estará inteiramente seguro, mesmo que ofereça a terceira dose até mesmo às crianças, como acontece em Israel. É preciso que haja segurança de imunização para todos, ou não haverá para ninguém.