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Por que o Brasil não está crescendo como deveria

A economia do país tinha tudo para estar em ritmo de crescimento outra vez, depois de um ano e meio de pandemia. Com 60% da população brasileira já vacinada com a primeira dose e as atividades voltando a funcionar na quase totalidade, era de se esperar um aumento no consumo e na demanda por serviços. E esse aumento até acontece, mas em setores específicos, e em um ritmo abaixo do esperado.

Com a desvalorização do real diante o dólar, muitos produtores estão preferindo exportar a vender para o mercado interno. Resultado: a mercadoria fica escassa por aqui e o preço naturalmente sobe, puxando para cima uma inflação que já é alimentada pelos preços dos combustíveis. O litro da gasolina já está quase chegando a R$ 7 nas bombas.

A seca também entrou em campo para bagunçar um pouco mais o cenário. E, não bastasse os prejuízos que traz para o campo, também esvazia os reservatórios de água, provocando uma série crise hídrica, que já é responsável pelo aumento considerável no valor da tarifa de energia. Estamos operando na bandeira vermelha da crise hídrica.

No momento que deveria ser de crescimento, o Brasil precisa economizar energia para não sofrer um apagão. Essa ameaça impacta diretamente a produção industrial e os serviços. E, para completar o caldo de dificuldades, a instabilidade política criada no país afasta os investidores estrangeiros e dificulta até mesmo os planos de investimentos dos brasileiros. É o que os economistas costumam chamar de tempestade perfeita.