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Protesto dos caminhoneiros põe em risco o abastecimento das famílias

Os temores relativos ao 7 de Setembro ainda não acabaram. Não bastasse o acirramento da crise política, com a tensão em ponto máximo entre os Poderes da República, os caminhoneiros realizam protestos e bloqueios de rodovias em pelo menos 15 Estados.

Todo brasileiro ainda tem fresco na memória o transtorno causado pela greve da mesma categoria em maio de 2018 durante o governo Temer. O que se viu à época foi desabastecimento nas prateleiras dos supermercados e fila nos postos de combustíveis. Não é a toa que ontem já havia filas semelhantes em postos de vários Estados, como Santa Catarina, Pernambuco e Tocantins.

Ainda ontem à noite, o Presidente Bolsonaro gravou um áudio pedindo que os caminhoneiros liberassem as estradas. Com a inflação já alta, um protesto dessa natureza só complica ainda mais a vida do governo, que  vê os índices de popularidade caírem nos últimos meses. Se os produtos não chegam aos supermercados, a população não tem como abastecer a despensa.

É o tipo da manifestação inoportuna que traz prejuízos à economia como um todo, justamente em um momento em que ela precisa se recuperar. As lojas já começam a se abastecer com mercadorias para o Natal. Uma paralisação agora é como um balde de água fria em quem planejava recuperar o prejuízo com as vendas de fim de ano. Em um clima de incerteza e instabilidade, perdem todos: o governo, o país e, principalmente, a população que já não suporta mais esse tipo de arroubo insensato.