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Mortes por doenças cardiovasculares aumentaram até 170% durante a pandemia

Os cardiopatas, pessoas que sofrem com problemas no coração, foram duplamente penalizados durante a pandemia da Covid. Primeiro, porque esses pacientes foram os que desenvolveram as formas mais graves da doença e morreram em maior número. Segundo, porque, com a suspensão do atendimento ambulatorial, eles deixaram de procurar o atendimento médico necessário para o acompanhamento da doença e só o fizeram quando a situação já estava no limite.

Esse quadro resultou em um aumento de 130 a 170% das mortes por doenças cardiovasculares no Brasil ao longo desse um ano e meio de pandemia, segundo o médico cardiologista e diretor do Hospital Universitário, Paulo Márcio. Ele chama a atenção para a gravidade da situação justamente quando está sendo realizada a campanha do Setembro Vermelho, que faz um alerta para os cuidados com o coração.

A estimativa é que agora em setembro o número de mortes por doenças do coração e vasculares chegue a mais de 260 mil no país. Dr. Paulo Márcio lembra os fatores de risco para a doença, como hipertensão, dislipidemia (colesterol alto), obesidade, sedentarismo, tabagismo e histórico familiar. E enfatiza a necessidade dos cuidados básicos com a saúde como alimentação saudável, prática regular de atividades físicas e a ida periódica ao cardiologista.