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O Brasil perde R$ 200 bi por ano para a corrupção

A situação de pobreza e desigualdade social no Brasil, que já era grave, acentuou-se ainda mais depois da pandemia. E para piorar, em meio à maior crise de saúde pública dos últimos cem anos, a população ainda sofre os efeitos nefastos da corrupção, também durante o enfrentamento à Covid-19.

Segundo dados da Fundação Getúlio Vargas, a redução de apenas 10% no nível de corrupção no país aumentaria em 50% a renda per capita dos brasileiros dentro de 25 anos. E diz mais: o prejuízo anual com a corrupção, caso fosse evitado, geraria cerca de R$ 500 anuais para cada brasileiro ou cerca de R$ 2 mil para cada grupo familiar de quatro pessoas.

No entanto, a corrupção continua a grassar livremente, corroendo a confiança, a economia e a prosperidade do país. A estimativa é que cerca de R$ 200 bilhões se perdem anualmente por causa de fraudes e desvios de dinheiro público no Brasil. É como se os recursos destinados a todos os municípios do Piauí, somados aos destinados ao próprio Estado, durante dez anos, fossem perdidos anualmente por causa da corrupção.

A Rede de Controle da Gestão Pública, formalizada em 2009, reúne diversos órgãos de controle externo, fiscalização e polícia, com o intuito de barrar a corrupção. Mas, sozinha, não dá conta de evitar a malversação do Erário. A população é parte fundamental nesse processo. A contribuição popular para evitar que o dinheiro público escorra pelo ralo da corrupção começa na hora do voto, com o compromisso de escolher candidatos honestos, e segue, depois, acompanhando e cobrando a correta aplicação dos recursos arrecadados com os impostos pagos por todos os brasileiros.