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AGU faz denúncia sobre vacinação em crianças

A polêmica sobre a vacinação infantil contra a Covid-19 ganhou mais um ingrediente. A Advocacia Geral da União apresentou uma denúncia ao Supremo Tribunal Federal sobre supostas irregularidades na imunização de crianças e adolescentes. De acordo com o documento encaminhado ao STF, doses de adultos teriam sido aplicadas na faixa etária de zero a 17 anos, com vacinas da Astrazeneca, Coronavac e Janssen. Diz ainda o relatório que crianças de 0 a 4 anos teriam recebido a vacina da Pfizer.

A autorização da Anvisa permite a vacinação para crianças com idade a partir de cinco anos. De 5 a 12 anos, somente com a vacina da Pfizer, que vem com uma dosagem menor, e tem até a cor da tampa diferenciada para não confundir com a dose adulta.

O Conass – Conselho Nacional de Secretários de Saúde e o Conassems – Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde estão analisando a denúncia, mas não acreditam que isso tenha acontecido de fato. Segundo as entidades, o que pode ter havido é erro de digitação. Os secretários atribuem ainda eventuais falhas ao sistema de informação do site do Ministério da Saúde, que sofre instabilidade desde o início de dezembro do ano passado, quando foi vítima de ataque de hackers.

O governo federal tentou de todas as formas impedir a vacinação do público infantil, quando o mundo inteiro já realizava essa prática. Adiou o quanto pôde a compra das vacinas e, antes de iniciar o processo de imunização, realizou audiência e consulta públicas, consideradas desnecessárias por médicos infectologistas e imunologistas. Agora aparece com essa denúncia que precisa e merece ser investigada para que não se torne apenas mais um instrumento para gerar desconfiança no processo de vacinação.