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Queda nas vendas chega a 40% com a greve dos motoristas

Teresina completa hoje 22 dias sem ônibus urbano. A greve de motoristas e cobradores do sistema de transporte coletivo chega a quase um mês com prejuízos para todos os lados. Os passageiros que dependem dos ônibus para se locomover estão trabalhando só para pagar o transporte e manter o emprego. Se fechar as contas no final do mês já estava difícil por causa da inflação, com esse custo adicional de uber, táxi e ligeirinho, a situação ficou insustentável.

Mas não são apenas os passageiros que estão acumulando perdas ao longo desse período. O comércio lojista que vinha tentando se recuperar dos prejuízos acumulados com a pandemia também sofre os efeitos negativos da greve. De acordo com os dados levantados pelo Sindilojas,  o sindicato dos dirigentes lojistas, houve uma redução que oscila entre 40% a50% nas vendas, em comparação com o mês de fevereiro, quando já havia deficiência no número de ônibus em circulação, mas pelo menos ainda tinha veículos rodando.

O presidente do Sindilojas, Tertulino Passos, explica que no turno da manhã algumas pessoas ainda se arriscam a ir ao centro, mas à tarde não há praticamente ninguém comprando nas lojas. Os consumidores temem não conseguir voltar para casa antes do anoitecer. O setor mais prejudicado, segundo ele, é o de vestuário e calçados.

Não dá mais para fingir que nada está acontecendo e seguir em frente fechando os olhos para um problema que é grave e chega a ser cruel com os trabalhadores e com quem gera emprego e paga impostos regularmente.